domingo, 27 de novembro de 2011

perdida.

É mais forte que qualquer um de nós. Sinto-me cá, mas ao mesmo tempo estou lá, mas lá, onde?
Onde? Onde será, esse mesmo lugar obscuro, que me corta a respiração, me cega a vista, pára a pulsação?
Onde será, que me sinto bem, feliz, sem qualquer preocupação?
Sinto que, a qualquer momento, me empurram para lá, duas mãos fortes, imparáveis, com a força de vinte leões, mas porque? Porque me empurram? Porque me querem lá? Naquele lugar, de dor, de mágoa, de solidão e angústia.
A todo o instante, luto, de braços abertos, olhos concentrados no objetivo, uma luta de paz, onde não existe ódio, só infelicidade. Lutar, é isso, lutar para obter, para ganhar.
É um jogo, um jogo de vencedores e de vencidos, dos que choram, dos que riem, e, é um jogo justo, ganham os mais fortes, e perdem os mais fracos. Eu sou o elo fraco, eu perco, sou sempre arrastada para onde não quero, sempre perdendo, mas acabou! Chegou ao fim! Chegou a altura de alterar as regras, de ser eu a comandar, a ditar as ordens, te tomar a liderança e atacar!
Corro em direção ao inimigo, saltando por entre o passado, deixando para trás os momentos de infelicidade.
Mas... Há um contratempo, uma contradição, um obstáculo, algo que se impõe... És tu, simplesmente tu, parado a minha frente, pedindo perdão, para voltar, para repensar.. é neste momento que algo me assusta, é esta decisão que ira alterar tudo o que decidi, poderia sair da minha boca um enorme e poderoso Não, ou um simples Sim..
Lá vinham as mãos, fortes como leões, arrastando-me para o abismo, mas debati-me com aquela implacável dor, aquela força, e simplesmete, fugi, fui parar a um lugar diferente. Não sei se perdi, se ganhei, mas sentia algo que nunca tinha sentido, um sentimento de poder.
Estava perdida, sem rumo, e nexo, levantei-me, e continuei, sem ti, sem ninguém.

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