sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

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Mais um dia, um passo, uma decisão, um momento, um sentimento.
Algo novo, arriscado, imprevisivelmente imprudente. Algo que nunca imaginas-te, algo diferente.
Sentes que não és gente, mas que és pessoa, pessoa triste, pessoa feliz, animada, renovada.
Mas porque, mais um dia? Porque não um ano? Um passado, um presente ou um futuro?
Sempre na mesma direção, mas em sentidos diferentes. Nem tu, nem ningém, só eu, e o meu ego, o meu ego enorme que acabou contigo, com o que existia, acabou com o nós. Só eu e o acusado neste espaço vazio, sem mais nem menos, o vento sopra, no vazio, o som do eco, após um grito, um grito de liberdade poderoso, supostamente revigorante. E para lá do lado vazio, existe um tudo.

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